O monetário círculo
Providencia para
Que não falte nada
Nem sobre nada
Neste como nos outros
Dias anteriores,
Relógios de verniz,
Olhos de estrelas cegas
A cintilar no paraíso.
E após o duplo
Expediente
Um copo de álcool,
Esquecimento.
Para que as palavras
terminem, se esgotem.
Porém, a manhã
Ainda pergunta-
-rá pelas flores
Que fumam clarões
De peles, de quartos
De sol. À noite
Regressarão
Sinos com sabres
Pela sua gleba
Perfurada com
Névoas delicadas,
Vestígios de sombra
Marés vazantes e crescentes
Vestem de jambo e sangue velho
Frutas, cubatas condenadas
Ao traje da mortalha e ao da vida
Além dos bares da avenida onde
Damas e Lordes – leite e pão –
Na radiância absoluta
Do amor e da verdade oculta,
Amanhecem querendo
(Mesmo) o amanhecer.