“diziam coisas, esses poemas, e ao mesmo tempo não diziam
coisa nenhuma”
O poder popular, Iniji
Não pode mais, pelo
Poder popular, Iniji,
Nações unidas com as forças progressistas
Esfinges, esferas, falsos signos,
Jamais obstáculos nos caminhos
V.as Ex.as que estais aqui presentes
Margens que não se movem
Mas as fundações que se afundam
Sobre pedras de vento,
Fluidos, fluidos, dizia a D.ª Aurora
Verdades, são fluidos menina.
Fluidos pelo poder popular
V.as Ex.as que estais aqui todas
presentes
Da Igreja da Batista da Angola
Evangélicos de todo o mundo uni-vos
Meio corpo morto meio corpo saindo
Entre os leitos da terra muito rijo
Fogo derramado sobre o leite
Pelo poder popular
Eu mergulho nos teus lábios frescos
Nas novas colinas desta chuva
A polpa macia dos teus lábios quase negros
Ó África! Ninguém por ti só tu mesma
Com palavras que não são
As tuas palavras reboques
Development & Peace Dormir
Oh dormir numa ânfora
Paralisia das águas inânimes
Ó viúvas dos senhores ministros
Do culto de todos os filhos desta Pátria
Sede benvindas, senhoras!
Vai-se o coração do quarto
Do secretário do quarto
Estado, secretários, Governadores
A justo título do quarto estádio
Repetições a repetir et seculae seculorum
Excelências todas do poder popular
Portas fechadas caras abertas sofre-se aqui
A suprema fealdade ó senhores!
Acompanha o pai no ataque das agulhas voadoras
No avesso do perfume das cabaças das crianças
Segundo o mundo misturados
Contrários aos insalubres fundos
Estrelas sem melodias previsíveis salamandras
Corações cheios de bandeiras cabras tontas
Atravessando os gritos aflitos das madames
Excelências todas pelo poder popular
Eu vos conjuro, vos exconjuro, vos medalho e vos muro
E vós todos, incluindo os ausentes
Aceitai-me corpo sem vida pensamentos
Sem árvores verdes, oferendas
De portas fechadas e viagens em vista
Sobre o monótono das águas
Aceitai-me este canto que a vós
Eu dedico estes versos excelentes:
É tempo de aceitar a vinda de Jesus!