ocaso azul no Brasil

Tombam sóis nascentes,
Cores vivas a pensar
Aquilos que não dizemos
Na tinta seca das cartas:
A noite vem pelo mar...

Presença de coros antigos
Dos negros nas plantações
E a tristeza melancólica do batuque
Envolve a roda gigante.

Lento ocaso, delicioso
Azul escurecendo
Entre as mãos de uma mulher.

(Campinas, 1977)